Listrada de mestre

O trend-setter de hoje é Carlos Sxchxhchelewder, mais conhecido como CarlinhosKarateka.

Em um arroubo de ousadia e originalidade, nosso mestre inovou ao fazer um mash-up das listras verticais do blazer com as listras horizontais do tênis. A moda hoje é isso, essa mistura de referências, estilos e listras pra tudo quanto é lado. E além do mais, ele não veio para explicar, veio para confundir.

A calça “mamãe-me-caguei” completa o figurino com um quê Oskleniano.

I wanna be sedated

A procura por referências culturais buscando firmar sua personalidade é um dos pilares a sustentar a busca individual do estilo, da imagem fashion e da tradução do que é o amor para cada um de nós enquanto o que diabos estamos falando aqui, meus amigos, vamos direto ao ponto, por favor.

Hoje fomos premiados com a preguiçosa coincidência visual de Daniel Leitão e Pedro Bullos. O casal veio trabalhado na marra punk de boutique, compondo um estilo contra o sistema desde que seja fácil derrubá-lo porque Sexta tem Fumaça e Sábado vai dar praia.

A rebeldia do tema nos leva também a um universo de sensações únicas, todas ruins, dos tempos adolescentes nos quais banheiro limpo era considerado coisa de burguês e nossas bebidas alcoólicas eram lastimáveis experiências químicas entre destilados baratos e refrigerantes.


Uma cambalhota, duas cambalhotas, bravo, bravô!

 

Personalidade e nada menos que isso. É a aposta de nosso novo trendsetter - e até mesmo redator - Carlinhos Cambalhota.

 

Já mexendo forte com o outono, nosso homem acredita no sol como tendência e alinha seu despojamento ótico a um toque fun factor na estamparia protagonizada pelo símbolo-mor do aquecimento global, o urso polar, esse zoeirão.

 

A textura xadrez da sobreposição, à primeira vista ultrapassada, ganha uma releitura especial na imaginação de Cambalhota e vislumbra um novo status todo trabalhado no equívoco. Se isso é estar na pior, POHAN, o que quer dizer tá bem?

Para o alto e avante

“Seria um pássaro? Quem sabe um avião?”. Foram estes os questionamentos do nosso amigo internauta encaminhados à redação juntamente com a foto ilustrativa do post de hoje. Para esclarecer a questão, afirmamos: na verdade é o final de ano na área e quem deixar suas compras de Natal para a última hora certamente enfrentará filas e a escassez de fitas e laços para presente, pois a última kriptonita atirada no bom senso do vestuário inclui a utilização de adereços de embalagem como acessório de moda. Já o símbolo heróico funciona como o tempero político do look, um toque de protesto que nos emite um alerta para a proximidade de um novo caos aéreo: quem não souber voar que se vire.

Nota do editor: param, prarararan, pararararan parararan.

Band Of Sista

O novo petardo estilístico desceu de paraquedas no conselho editorial desse blog como se um estilista afetado caísse planando placidamente nas praias da Normandia (de novo ela) no dia D. Usando e abusando das referências bélicas, com forte inspiração em camuflagens árticas, Renata vem ousando na vestimenta, como quem marca um X no quadrado da vanguarda. Bebês focas que me desculpem a paulada, mas o branco fofo, que agora vai tomar conta de corpos e porque não pescocinhos femininos vem da mídia. Parabéns Renata, parabéns focas, ursos polares, Sivuca e Hermeto Pascoal.

Hiato

Esse blog passou por um hiato. Não, não é um nome de acessório que alguma das estrelas aqui desse site ostentou, foi um período de vacas magras prêt-a-porter mesmo. Sentimos e muito a perda de duas de nossas musas inspiradoras, uma para o além mar e outra que tristemente foi comer Mcdonalds em Alphaville. Deus a tenha. A boa notícia é que estamos de volta, corrigindo certos desvios de rota que ocorreram e melhor: mais afiados do que nunca e com o compromisso de não perdoar cada deslize fashion, cada ousadia estilística ou ainda, cada sem noçãozisse de vestuário que possam cometer ao nosso redor. Victor Valentim que se cuide. Allez le bleus!

Passou?

O frio amanhecer de inverno na savana africana não esconde o calor desta tardia ode à Copa do Mundo realizada no continente ébano. Sucesso no circuitinho de desfiles Pretória-Ushuaia, o couro de Girafa agora adentra os meandros da criação Talentosa, contundente como uma frente fria argentina, mas carregando o charme quentinho das descargas dos busões que circulam ali pelo largo da batata. A ousadia novamente atende pelo sobrenome Abatte, responsável contumaz pela liderança da equipe quando o assunto é a navegação por essa tênue linha fronteiriça entre a elegância e a galhofa roqueira.

Nota do editor: Kiss, Lick It Up.

Coisa de pele

Das savanas africanas onde ocorre a maior disputa do futebol mundial, a zebra mais surpreendente veio mostrando garrinhas que não perdem a oportunidade de caçar, sejam tendências ou os gatinhos do jóquei. Neste desfile exclusivo para o blog, não há dardo tranquilizante capaz de resfriar o fogo deste casal, ela uma gata e ele,  um cachorro, ambos travestidos de leopardos. Timão e Pumba que se cuidem, waka waka eh, eh.

Azul Catarino

Segundo a voz rouca e vagamente masculina ecoada pelas frestas dos envelopes pardos que guiam nossos destinos, o preto já não faz mais a cabeça dessa turma que mexe com anúncio. Considerado por muitos como opressor, feio e até mesmo bobo, o tom escuro perde espaço nas agências para a alegria, essa coisa jovem da cor. E hoje, com garbo e maestria, a descontração veio dar na avenida na forma de calçados alusivos ao céu de Brasília (traço do arquiteto), mas também com citações ao batalhador povo Smurf e sua luta contra Gargamel, aquele cafona. Força, amiguinho! Corra e vá dizer pro meu benzinho, um dizer assim: o amor é azulzinho. 

Nota: o tom original das cores não sofreu alterações de computação gráfica de espécie alguma.

Bitchô

Hoje gostaria de falar um pouco de customização. Customização, para quem não sabe, é comprar roupa fabricada por escravos bolivianos no Bom Retiro e tornar essa peça algo especial. Você paga R$ 2,00 numa camiseta e depois de um lindo grafismo inspirado na fauna colombiana (foto) ela passa a valer R$1,50. Um ótimo negócio. E você não corre o risco de encontrar alguém com uma igual. Mesmo porque, poucos tem colhões.
Para completar, combine com uma camisa (propositalmente) sem passar, um cinto étnico andino e voilá, temos um look para orgulhar Simon Bolivar. Ah, e não esqueça a pulseirinha power ballance: vai ter muita gente com inveja. Invejinha bege, amiga.